Surgimento da Flexografia
Em 1839, o norte-americano Charles Goodyear popularizou o uso comercial da borracha, inventando a vulcanização, que com o aprimoramento de seu processo produtivo ao longo dos anos, resultou na substituição dos tipos móveis de chumbo (conhecida tipografia), esse foi o gancho para o surgimento da flexografia, quase um século depois, por volta da década de 30 no século 20.
A princípio o processo constituia-se na entintagem da chapa de borrahha com uma tinta à base de Anilina, o que denominou o sistema como "impressão ou processo anilina".
Por volta de 1938 uma empresa norte-americana despertada por interesses comercias aprimorou o processo de entintagem da chapa (clichê), onde começaram a usar cilindros gravados com células que retinham e controlavam mais a dosagem de tinta nos substratos utilizados. Esses cilindros tinham uma camada de cromo e células gravadas, foi denominado como cilindro Anilox. Mais tarde, foi inventado a gravação em cilindros revestidos com cerâmica ocasionando uma dosagem mais precisa, até hoje são frequentemente utilizados no processo.
Na década de 1930, um orgão regulador dos EUA que controla alimentos, remédios, etc., declarou a Anilina tóxica. Isso fez com que o processo de Impressão Anilina representasse sinônimo de toxidade, em outros termos, se o processo continuasse a utilizar esse nome, provavelmente hoje estaria extinto; mas, as empresas líderes norte-americanas preocupadas, decidiram mudar o nome do processo; embora já utilizava-se outros tipos de tinta no processo, o estigma da Anilina persistia.
Com milhares de sujestões, em 21 de outubro de 1952, surgia então o processo "Flexográfico" ou "Flexografia".
A Flexografia tem como características principais a facilidade de impressão em diversos tipos de substratos e em vários formatos que se estende desde azuleijos, até etiquetas e embalagens para alimentos. Seu processo permite um maior aproveitamento do substrato e maior velocidade de impressão, que o torna comercialmente mais viável. Hoje em dia alcançando um alto grau de qualidade a Flexografia está se consolidando no mercado como um dos principais processos de impressão, atingindo mercados cada vez mais distintos com altos índices de lucratividade.
Referências:
SCARPETA, EUDES. Flexografia, manual prático.Bloco comunicação. 2007, 1ed. 229p.